sábado, 12 de setembro de 2009

Obrigada Madrinhas e Padrinhos...

No passado dia 7 de Setembro, segunda-feira, houve um feriado nos EUA... Labor's Day. Equivalente ao nosso 1º de Maio, um dia que pouco se passa a não ser o Pedro não trabalhar :)

Aproveitando um presente de casamento oferecido pelas nossas madrinhas e padrinhos, sábado de manhã, pegámos no carro e rumámos até Lake Tahoe.

Lake Tahoe, é um sitio incrível, que faz parte das "High Sierras", uma muralha ao longo do lado oriental do centro da Califórnia, que acolhe uma série de esplêndidos Parques Naturais. O lago, encontra-se a 2000m de altitude e é rodeado por montanhas em toda a sua volta. No Inverno, é uma das melhoras zonas de ski do país.
Fizemos o check in, no Hyatt, um hotel que já se encontra no estado no Nevada, onde nos foi dado um quarto digno de lua de mel! Mas nessa altura já só queriamos ir explorar tanto o hotel como as redondezas. Vestimos o fato de banho e seguimos para a piscina e o jacuzzi. Que saudades tinhamos de dar um mergulho... Aproveitamos o final de tarde da melhor maneira e fomo-nos arranjar para explorar a noite daquele maravilhoso sítio. Jantamos num restaurante de Fondue e depois de uma garrafa de vinho fomos para o casino do hotel. Na Califórnia é proibido haver casinos mas visto já estarmos no Nevada, o casino, era a maior atracção daquele hotel. E como Californianos que somos aproveitámos ao máximo estar no Nevada para nos vingarmos na roleta.. sempre regados a Margaritas e Mojitos. Uma bela noite :)

Os dias passaram-se entre tentativas de passeios a cavalo pelas montanhas, caminhadas, idas à "praia", kayakes, etc... Ficaram muitas coisas por fazer e ver, tais como descer os rápidos e fazer snowboard. Vai haver certamente muitas mais oportunidades, porque o sítio é mágico!







Regressamos a SF. Nós e mais milhares de pessoas. Há duas pontes que saiem da cidade para Norte: a Golden Gate e a Bay Bridge. Esta segunda, esteve fechada no fim-de-semana para renovações, portanto eramos aos milhares a tentar entrar na cidade apenas por uma ponte. Aquilo que podia ter demorado 3h de viagem demorou 5h mas nem isso nos estragou um bocadinho o maravilhoso fim-de-semana que passámos.

Obrigada Madrinhas e Padrinhos!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Sul

Depois do Norte e de Napa, fizemos as malas mais uma vez e rumámos ao Sul. O objectivo era chegarmos a Santa Barbara, provavelmente das melhores cidades dos EUA para se viver. Visitar LA já tinha ficado decidido que não fazia parte dos planos. Enquanto o problema do Norte são os tubarões, o problema do Sul é o trânsito. E LA é onde tudo se concentra... 14 milhões de pessoas, todas com 2 e 3 carros..

O nosso roteiro começou em Half Moon Bay, foi uma passagem rápida com a intensão de irmos ver onde rebenta a famosa onda de Mavericks mas a quantidade de domigueiros na estrada, fez-nos esquecer o programa e obrigou-nos a prosseguir para Santa Cruz. Mavericks tambéms só funciona 6 vezes por ano e invariavelmente é durante o inverno, pelo que não perdemos muito.

Santa Cruz fica a uma hora de SF, o que nos permite ao sábado de manhã pegar no carro e ir apenas lá passar o dia, como tal, deixamos a descrição desta pequena cidade surfista para outras núpcias.

Seguimos em direcção a Monterey, onde pensávamos pernoitar mas acabamos por seguir mais uns minutos até à conhecida praia de Carmel. Carmel-By-the-Sea... Praia que acolhe o famoso torneio de golf de Pebble Beach, parte do PGA Tour. A primeira impressão foi fascinante! Nunca tínhamos visto tantos supercarros! A cidade toda com casas de apenas 1 ou 2 andares, com galerias de arte por todos os cantos, cheia de animação nas ruas, transpirava a um certo glamour. Os carros davam-lhe um toque especial que até aqui não tinhamos visto em nenhum outro sítio. Foi dificil arranjar hotel para dormir, estava tudo cheio... explicaram-nos que havia uma demonstração de carros, que decorria todos os anos e que trazia muitas pessoas à cidade. Estava tudo explicado! Finalmente pousamos as malas num "modesto" quarto com duas camas queen size e que custava $850/noite! Graças a uma desistência de última hora, ficamos com o quarto por apenas $250... sorte! Arranjamo-nos o melhor que podemos para irmos passear no meio dos Ferraris, Bugattis, Rolls-Royces, Porsches ... Os "nossos homens", pareciam duas crianças excitadas na feira popular!! Sonhamos todos um bocadinho e seguimos jantar. Fomos a um Greco/Jordano/Italiano/Americano! Um tretas daqueles que adora o seu país mas põe as bandeiras de países que vendem mais para chamar mais pessoas! No meio disto tudo, valia-lhe ter como música de fundo a grande Mariza! Aconselhou-nos um bar mesmo ao lado, ao qual fomos e onde tivemos o previlégio de conhecer o escritor, completamente alcoolizado, de um best-seller (lol) "Guide to Investing in Gold and Silver....". Durantes umas horinhas debateram-se uns temas interessantes à volta do investimento, ou não, em ouro e prata... Ofereceu cópias autografadas do livro a todos...







Com uma noite bem dormida, seguimos para o grande Big Sur! São 70 milhas de costa linda de morrer, com o mar sempre aos nossos pés, com vistas fascinantes mas, que em termos de "fazer praia ou surf" mete pena... toda a extensão desta costa encontra-se muito acima do nível do mar, sem maneira de descer :( Visitamos um dos vários parques naturais: Point Lobos, onde nos maravilhamos com as focas e com a excêntricidade das pedras e rochas existentes. De Dezembro a Março é um centro de reprodução de leões marinhos e uma zona de passagem de baleias azuis em migração.











Nessa noite aterrámos em Pismo Beach, uma cidade tipo Albufeira mas sem noite! Tinha tudo para ser uma cidade super animada, com neons por todo o lado a adivinhar movimento e hóteis em todas as esquinas para acolher multidões mas, às 21h já não havia sítio para jantarmos porque todos os restaurantes já estavam fechados! Conseguimos, graças ao perfume do JD, que encantou a menina de um restaurante, jantar num sítio que se mostrou surreal! O prato tipíco era Caraguejo. Em cada mesa havia uma espécie de panela com um rolo de papel higiénico ou de papel de cozinha e, toda a gente, usava guardapo ao pescoço... até nós!! Quem pedia o prato típico ficava sem a sua panelinha por uns minutos, mas recebia-a de volta carregada de caranguejo, batatas, cenouras, etc. Só que, em vez de pousarem a panela ou de servirem as pessoas, não... despejavam-ma em cima da toalha! Estranhíssimo, travessas nem vê-las! A panela apenas servia como transporte e quem sabe para umas cascas de caranguejo, caso estas não fossem sem querer deitadas para o chão!
No dia seguinte, alugamos umas long boards e os nossos principes ensinaram-nos umas manobras! Enquanto esperavamos pela onda certa tinhamos ao nosso lado uma foca a nadar! Um sonho!!
Como em teoria o tempo mais para sul tenderia a melhorar, saímos de Pismo Beach em direcção a Santa Barbara. Infelizmente, quanto mais perto de SB mais nevoeiro havia. SB é uma cidade giríssima, cheia de restaurantes e bares animados, com uma "promenade" cheia de palmeiras sobre uma praia que prometia ser brutal, caso o tempo ajudasse. Jantamos num restaurante aconselhado pelo senhor do nosso hotel em que cada meia dose chegava para dois! Bebemos uns copos num bar animado e fomos dormir.

Acordamos por baixo de um capacete e pusemo-nos a vaguear pela zona à procura do sol. Numa investida à praia onde se dá a conhecida onda de Ricon, durante uma passeata junto ao mar, onde ondas nem vê-las, demo-nos com a chegada de um pescador de ocasião com três pequenos tubarões pescados à cana utilizando sardinhas como isco! O mito confirma-se! Eles andam por aí...






Visto o JD e a Rita terem voo dois dias depois e o tempo contiuar a desiludir-nos, ecidimos voltar nesse dia para SF acabando assim, mais rapidamente do que esperávamos, a nossa viagem!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Napa Valley - Vinhas e Vinho

Napa Valley, provavelmente a região de vinho mais conhecida do mundo! E nós percebemos porquê... embora não seja mais do que um vale com 30 km de comprimento, 5 km de largura e uma estrada no meio, com vinhas de ambos os lados.. No entanto, estão aqui representadas as maiores e melhores "adegas" do país.

Napa apenas representa 4% da produção total dos EUA, ao passo que a Califórnia toda representa 75%. Coincidentemente, a Califórnia também representa 75% do consumo de vinho dos EUA, seguida pelo estado do Oregon, Washington, todos na costa oeste, e só depois New York e Texas.

Napa Valley acaba por ser uma mini boutique mostroária dos vários tipos de vinho, onde toda uma indústria turistica se desenvolve em seu redor. E lá fomos nós...

Chegados de fresco a Napa, tivemos a árdua tarefa de procurar um abrigo. A maior parte dos preços são pornográficos e os sítios fecham relativamente cedo, pelo que ou escolhíamos um sítio para dormir antes das 21h, ou provavelmente dormiríamos no carro!
Escolhemos, e bem, uma terrinha neste vale chamada Calistoga. Ficamos num pequeno "Bed&Breakfast", bastante simpático, com uns quartos acolhedores e por baixo, o bar mais animado da zona. Bebemos um copo com a fauna local e fomos descansar...

Acordamos sem saber que adegas visitar. Não é fácil escolher. Há imensas, mesmo muitas! Têm todas bom aspecto (leia-se um aspecto turístico), por isso decidimos começar pela que mais chamava a atenção: um castelo! Era uma imitação de um castelo italiano, construido por um ricalhaço, que deve fazer mais dinheiro com os castelo do que com os vinhos em si. Dizia que era uma réplica perfeita de um castelo italiano na zona de Florença, construído só com materiais e técnicas da altura... a parte do cimento que colava as pedras nas muralhas é que ficou por explicar!!

Devia ser meio-dia quando experimentamos o primeiro vinho... começámos com branco, seguimos para rosé e acabamos num tinto. Repetimos este ritual nas adegas seguintes :) Entra-se, pede-se um "wine tasting", pinga-se 10$-20$ e voilá...

Cada adega tem uma loja, onde vende os vinhos que produz bem como uma parafrenália gigante de objectos relacionados com vinho.
Depois de vários copos, seguimos para os outlets, onde com a desculpa de no dia a seguir não nos lembrarmos, gastamos quanto podíamos!
Com a mala cheia mas a barriga vazia seguimos à procura de jantar. Ficamos maravilhados com o restaurante aconselhado pela revista Wine Spectator, que faz parte do "The Culinary Institute of America". O ambiente, a decoração, o clima, o serviço, a comida e as bebidas uniram-se e formaram um dos melhores restaurantes que já fomos.
Bebemos um copo ainda num bar com música ao vivo e regressamos ao hotel. O que parecia ser um sítio acolhedor tornou-se num pesadelo. Tivemos de mudar de quarto nessa manhã e o novo quarto era em cima do bar e ao lado das casas de banho das histéricas das americanas. Acho que não vale a pena explicar o quanto sofremos... Os candeeiros tremiam sempre que o 50cent mandava umas rimas e as americanas entravam e saiam da casa de banho aos gritos, sempre com a conversa "..and than she said", " ..and I was like..", "...and she was like...", "..oh my God..", "..and one time, in band camp...."

O dia seguinte não foi muito diferente, embora explorássemos mais Sonoma Valley, um vale paralelo a Napa, mas bastante maior, menos turístico e consequentemente mais barato.

Conclusão, Napa Valley é uma zona com um grande nome, que produz pouco, onde cada hectar de terreno custa balúrdios e que faz com que os vinhos sejam vendidos a valores absurdos. Há mais turismo do que vinho propriamente dito. Não há restaurante nenhum em SF que venda vinhos a menos de $35! Que saudades dos 9€ do Muralhas!

Note-se a diferença de roupas entre uma mulher Portuguesa e uma Americana.
À porta de mais uma adega...
E mais uma...
As meninas não bebem... tinto!
Adegas com menor produção, evitam grandes infraestruturas de "packaging" sub-contratando este serviço móvel .